terça-feira, 30 de abril de 2013

abril - recordar

Em cima a avó Céu e o primo Lito e depois a minha tia que me criou.
Em baixo a minha mãe, a avó Ana (já disse aqui que nunca falo da avó Ana, não sei porquê), a prima Felicidade com o Paulo ao colo, a minha tia comigo ao colo, a lourinha é a minha prima Vitorina (Vitorina Antónia, estão a ver porque é que não se devem deixar as avós escolher os nomes das netas?) e o meu pai.
De braçadeira preta porque lhe tinha morrido o irmão, o meu tio Xico, que era para ser meu padrinho.
O mini buda sou eu.



(desafio 12 meses d'o blog azul turquesa)

segunda-feira, 29 de abril de 2013

sábado, 27 de abril de 2013

quinta-feira, 25 de abril de 2013

quarta-feira, 24 de abril de 2013

pergunta pra queijinho # 3

Sou só eu que acho que este ano a silly season começou mais cedo???
Que é que se passa na blogosfera??
Que debandada, que desprezo é este?!
Além dos blogs que puff, desapareceram de repente, isto anda muito mortiço.
(também há outros blogs que não me fazia diferença que se fossem e anunciam que se vão e vai-se a ver é golpe e afinal e vão e vêm mais vezes que as ondas do mar)
Mas a sério gente, pouco se escreve e ainda menos se comenta.
(e se vem para aqui outra vez algum anónimo guinchar "mi mi mi tu também não comentas e depois queres", que me poupe, que leva uma corrida em osso que isto hoje não está para brincadeiras, quem quer perceber quer, quem não quer que passe à frente)
Não vou falar da moda do vamos todos ajudar e fazer o evento ai sou tão gira e tenho uma vida tão perfeita e ainda arranjo tempo para pintar as unhas e ajudar os pobrezinhos porque não me apetece e era coisa para me tornar impopular e então lá se íam os poucos que ainda comentam.
Também não vou falar dos blogs estou desempregada cheia de projetos e sou muita proativa e criativa e coiso.
Enfim, já dizia o outro são modas rosas senhor, são modas rosas, mas também se não fosse isso então é que não se passava mesmo nada e mal por mal uns sempre ajudam alguma coisa e os outros sempre dão esperança aos menos atentos.
E se não fosse a má língua agora eu também estava aqui sem assunto e até parece que sou uma gaja assim muito inteligente e profunda, confesso que ando a escrever por atacado, chega a domingo à noite e escrevo para 15 dias, se eu ficar sem dar notícias ralem-se que me pode ter dado o piripaque já há 2 semanas e o blog continuou.
E por falar nisso, já pensaram o que será do blog e do e-mail quando morrerem?
Cá por coisas, ultimamente eu até tenho pensado na morte e, curiosamente, foi num desses dias que  dei com esta notícia...



terça-feira, 23 de abril de 2013

pergunta pra queijinho # 2

Sou só eu que chega esta altura do ano e tiro os pelos das pernas com lâmina???
Eu não sou uma pessoa que tenha muitas preocupações com a pilosidade, uma visita mensal à minha princesa da cera e da pinça e a coisa mantém-se num nível bastante aceitável, ou vá, uma visita a cada 3 semanas no verão para estar mesmo pelada.
Mas onde me custa mais tirar pelo é das pernas, principalmente do joelho para baixo, jasus que tortura, parecem agulhinhas!
O resto é na boa, até tenho cócegas, agora as pernas...
Já experimentei usar aquelas maquinetas de barbear pernas, mas sou muito mariquinhas e a minha pele fica tipo frango depenado, vermelhusca e de poros inflamados durante 2 dias.
Também já fiz sessões de luz pulsada mas custa-me à mesma.
A solução que adotei para o inverno é usar creme depilatório, mas agora não dá, uso quase sempre vestidos e não dá para esperar que o pelo cresça.
Portanto, ensaboo (eta palavrinha esquisita) a perna e depois passo óleo de amêndoas doces e depois passo a lâmina e novamente óleo de amêndoas doces.
Sei que há quem use azeite.
E vocês? Truques?



segunda-feira, 22 de abril de 2013

who let the dog's out?

Como vocês sabem e se não sabem deviam saber, eu sou a fã Nº1 da Cutxi Palmier (filha mái nova de Palmier Encoberto), de seu nome artístico Cutxi La Chienne.
Por isso ide fazer-lhe uma festa (carreguem na imagem) e de caminho massagem-me também o ego aqui, que para o mês que vem vou ter novidades, mas ainda é segredo e não, não vou vender nada...



pergunta pra queijinho # 1

Sou só eu que chego a esta altura do ano e invariavelmente me acho mais gorda e que não tenho nada para vestir???
Pois, dois um armário cheio de roupa e nada para vestir.
A sério, mas que raio vestia eu antes, quando tinha uma vida normal?
Agora parece que só existem camisolas largas, leggings e sabrinas...
(como é que volto a ser eu? onde está o botão de rewind?)


{Erase/Rewind - The Cardigans}



sexta-feira, 19 de abril de 2013

uma questão de pel(e)

Realmente esta vida são dois dias e nalguns lados o carnaval ainda são três e ocorreu-me agora que não tarda nada estou a ir de férias para a praia, as minhas únicas férias deste ano!
(buáááá... eu sei que estava bem mal habituada...)
A meio de junho lá estarei a armar a barraca em areal algarvio.
Ora vai fazer 2 anos nas férias corri todas as farmácias da zona e acabei numa consulta particular de dermatologia, porque a minha cara explodiu numa reação alérgica ao sol.
Eu parecia um bicho e o pior é que me sentia comichosa, com ardores, incomodada, feia e infeliz.
O ano passado segui o conselho desse dermatologista e 2 meses antes e 1 mês depois tomei umas pílulas para preparar a pele para o sol.
E ignorei o conselho do dermatologista e não comprei o protetor mineral da avène que me deixava com a cara (e tudo em redor) bege e optei pelo piz buin e tive umas férias descansadas e sem borbulhagem.
Portanto, no fim do mês é contar com menos mais uns euros para as pílulas.
Também ainda me falta decidir se é este ano que experimento um fato de banho.
As minhas últimas férias no estrangeiro foram em Marrocos e aquilo estava cheio de espanholas e eu costumava cruzar-me com uma sempre tão salerosa que ía para a praia à diva do cinema dos anos 50, sempre de fato de banho branco e eu achava-a tão elegante... enquanto eu era mais sornas.
Fato de banho ou biquini, a compra vai ser na Dama de Copas, que as minhas míudas (abre parentêsis ponto fecha parentêsis) mesmo descascadas não cabem em qualquer lado.

* com grande pena minha nenhuma das marcas mencionadas patrocina este post.



(Ah! A piada da pel(e) é que havia aqui nas redondezas uma loja que tinha um cartaz na montra a dizer "casacos de pel 19,90€"... se fossem de pele haveriam de ser pelo menos a 20€!)





quinta-feira, 18 de abril de 2013

em abril, poemas mil # 5

Abril também é mês de sonhar.
{Tabacaria}


scarletices # 16

Por acaso ando um bocadinho agastada com a senhora da lavandaria que insiste que tenho de a avisar se a roupa tiver nódoas.
Ora eu acho que não, que se lhe deixo lá a roupa é porque não quero preocupar-me com ela e que se ela a lavasse ou limpasse como deve ser que as nódoas saíam à primeira.
Também me costuma recomendar que não tire as etiquetas, mas eu por acaso não sou de arrancar etiquetas, a não ser aqueles papelotes mais compridos que um papiro que vêm cosidos nas costuras laterais das camisas e camisolas.
E nas cuecas também não gosto de etiquetas.
De resto sou uma pessoa com etiqueta.
A não ser que seja a etiqueta do preço, detesto ver coisas com preço e o mini mercado aqui da rua é daqueles que pespega papelinhos autocolantes cor de laranja com números escritos em tudo.
E é muito desagradável estar a tomar banho e pensar que o Dove está caríssimo.
(só gosto de gel de banho Dove, manias)


{Aldeia da Roupa Branca - Beatriz Costa}


(e agora estavam à espera que este fosse um post publicitário e que tivesse aqui uns Dove para sortear não era? mas não, as marcas andam cegas, ainda não me descobriram. a culpa é vossa, isto está ali embaixo emperrado nos 625 há meses!)

scarletices # 15

Estava aqui a descascar uma laranja e a pensar como era bom para todos que me saísse o euromilhões ou a lotaria ou assim.
Primeiros porque sou gastadora generosa.
Isso é que ía ser banhos de lojas movimentar a economia!
E depois porque eu ía gerar muito emprego.
Só para mim ía precisar dum descascador de fruta/fazedor de sumos naturais.
Dum chauffeur (lá se ía o manancial de histórias com taxistas).
Além de todo o staff inerente a uma mansarda, ía precisar imeeenso duma responsável de lavandaria interna (detesto lavar/passar/arrumar roupa).
Uma assistente pessoal para eu a mandar fazer todas as coisas que eu acho que faço melhor que toda a gente, mas que assim não precisava de fazer e tinha em quem meter as culpas se corresse mal.
Uma nutricionista para orientar as cozinheiras.
Sim, cozinheiras, duas.
Uma para mim, para me cozinhar coisas vegetarianas e saladas e coisas leves e exóticas.
Outra para ele, para lhe encher a barriguinha com cozidos à portuguesa e dobrada e favas com chouriço e assim.
Um PT para mim uma massagista para ele, que eu não sou cíumenta.
Uma nanny para o menino escarlate.
E claro que a melhor cabeleireira do mundo ía ter de arranjar maneira de me fazer o brushing dia sim dia não.
E de repente não me estou a lembrar de mais nada, a casa já está planeada, mas tenho a certeza de que ainda arranjo emprego a mais alguém.



quarta-feira, 17 de abril de 2013

gás gate

O meu prédio foi construído no triângulo das bermudas, paredes meias com a twilight zone e por cima dum cemitério índio pá, só pode!
Depois distodisto, está uma pessoa tranquilamente em casa a não fazer nada e a ouvir música e tocam à campaínha.
Como demorei a ir ver quem era, estava com o rabo alapado no sofá moro num palacete e ir da ala este à ala oeste leva tempo, a minha vizinha cusca tratou do assunto (tocaram à campaínha dela? claro que não, mas isso não interessa nada).
Ora se a cusca se mexeu deixa-me estar quieta pensei eu, ela que veja quem é.
Ahhh!
Pensaram que ía ter descanso?
Também eu!
Nisto começa ela do lado de fora (já vos disse que ela não usa a campaínha? pois não usa, gritar através duma porta é tão mais divertido)...
"Dona Scarlet, ó dona Scarlet é o gás".
(***dasse #%@ rástaparta #%@ c***lho #%@ que a pariu!!!)
Abro a porta de casa: "Dona cusca Laura já lhe disse que não tenho gás".
"Ai filha, mas não é desse, é um senhor para entregar uma botija"
"Dona Laura é engano, eu não encomendei gás, o homem que verifique a morada".
E fechei a porta, se ela insiste em ser meu mordomo, ela que dê o recado.
Mas liguei para a Repsol, a quem costumo comprar gás, a dizer que devia haver algum engano e a senhora que me atendeu desculpou-se pelo engano e disse que não me preocupasse que ía já falar com o colega.
Uns minutos depois ligam-me da Repsol a dizer que não da parte deles que tinham vindo entregar gás.
...
Qual é a cena do gás comigo?!?!
Ó pá, a sério, sejam honestos, eu mereço???



terça-feira, 16 de abril de 2013

mezinha caseira e água da torneira

Como é sabido, a água é um recurso que é preciso usar com parcimónia e eu não estou para cerimónias, bebo toda a que apanho, ainda mais agora que vem aí o verão.
Sou viciada em água, ando sempre de sigg* atrás, mal chego a casa da minha mãe vou buscar um copo de água e só depois é que me sento, etc.
A verdade é que  tenho sempre sede e sou menina para beber 3 litros de água por dia com uma perna às costas.
Ora sejam as sigg* sejam os copos, a capacidade de ambos é limitada e aborreci-me de estar sempre a levantar-me para ir encher a garrafa e comprei uma de litro e meio para andar atrás de mim casa fora, porque depois estou cheia de sede e não me levanto logo porque estou a acabar uma coisa, vai já, mi mi mi.
O problema agora é o oposto, bebo água como se fosse um camelo e depois estou aqui a torcer-me toda, aflita para ir à casa de banho, mas espera só mais um bocadinho, é só acabar este post e mi mim mi.




crónicas da vódrasta

O menino escarlate também teve um fase de fascínio escatológico quando começou a usar a casa de banho,
era ouvi-lo gritar contente "ó mãeeeeiiiiii já tá, fiz dois cócós! ó mãeeeeiiiiii são três cócós!" e depois de despachado ainda tinha de ir pessoa a pessoa contar o feito.
Agora estamos na fase do degrau para se subir e fazer xixi à homem.
Mas aqui a vódrasta de primeira viagem, esta que vos escreve, está sempre com o credo na boca, ai jesus, ai que o menino ainda é tão pequenino, ai ai ai, mi mi mi...  e da primeira vez que pôs o menino a fazer as necessidades, não o largava, com medo que ele se sumisse no buraco (a minha gata caíu dentro da sanita quando era bébé, fiquei traumatizada) e foi preciso a criança dizer um zangado "larga-me" para eu perceber que o meu bébé já está mesmo um menino crescido.
A parte que eu dispensava era a do "ó scarllleeettt já tá, anda limpar-me o rabo".
Eu ainda olhava para o avô, mas ele argumentava "ele chamou-te a ti"...
Um encanto estes meus dois homens.



segunda-feira, 15 de abril de 2013

the poop post

Ora vamos lá a ver se a gente se entende, ó pessoas portadoras de criaturas de raça canina.
A regra é simples: se o bicho caga, o dono apanha.
Apanharam?
O que não pode ser é as pessoas portadoras de sapatinhos lindinhos que sairam nesse dia à rua pela primeira vez e tudo, chegarem a casa com os ditos ex-lindinhos fedorentos.
Sim, porque a gente limpa, cheia de nojo, o gómito a assomar a garganta (dodots, ninguém tem dodots? e álcool?? fósforos???), mas o bicho estava podre por dentro (deuses do olimpo, que cheiro nauseabundo!).
O que também não pode ser é esta que vos escreve decidir caminhar pelo passeio (loucura, hoje não me apeteceu andar pelas bordas da estrada), de sabrinazinhas de verniz brilhante e mais parecer que vai rua afora a dançar o lago dos cisnes, pula aqui e pula ali, olha outra bosta doutra cor acolá.
Comprem-lhes fraldinhas, ensinem-nos a fazer no caixote (sim, não é suposto serem mais espertos que os gatos? pois se os gatos conseguem...) ou, esperem, já sei: agachem-se e apanhem!
Sabem o que é que vocês mereciam, sabem?
Era terem um gato!
Aí é que íam ver o que é bom para os bicos de papagaio!
Tudo começa com a ida ao Lidl para comprar meia dúzia de sacos de areia, porque lá é mais barato e porque a minha Nônô também já não é nova e para ela a sílica é uma modernice, que faça lá eu as necessidades se me apetecer.
Ora bem, moeda para o carrinho, cadê?
Sim, porque no Lidl os carrinhos só desbloqueiam com moedas de 1€ e as chapinhas de plástico que funcionam em todos os outros carrinhos de supermercado, chapéu.
Pormenor importante: convém levar roupa velha vestida e calçado impenetrável, tipo bota de trabalhador da construção civil.
Isto, porque os senhores do Lidl colocam uma palete gigante de sacos de areia para gato algures no seu establecimento e é o diabo para chegar ao topo da palete ou para conseguir tirar um saco do meio.
Ou seja, há fortes probabilidades de os sacos estarem rotos e de haver areia por todos os lados, inclusivé em cima de nós quando puxamos um lá do alto.
Portanto, é tentar puxar sacos sem nos encostarmos muito para não ficarmos cheios de pó, pisar milhares de grãos de areia que é mais tipo pedra e abanar vigorosamente o saco antes de o meter no carrinho, não vá a coisa ter fugas.
Depois de carregado o carrinho, descarrega para o carro e depois de carregado o carro, descarrega para a entrada do prédio.
E depois?
Depois alomba escada acima que o prédio não tem elevador.
Cansados?
Pfff! Fracotes!
É chegada a hora da lavagem da nave espacial do penico da gata.
Desmontada a tampa, vai-se buscar um saco do lixo, que tem de ser grande qb para que o tabuleiro encaixe na abertura, e toca de despejar.
Leva-se para lavar na banheira porque, rásparta, onde estava eu com a cabeça quando habituei a gata a ter uma suite em vez dum urinol básico?
Ora tudo lavadinho e cheiroso, já está Miss Leonor em bolandas, sempre a meter-se debaixo dos meus pés, mio mio dá-me a minha casa de banho e eu a gritar sai daqui bicha maluca que ainda caímos as duas.
Forra-se o tabuleiro com jornais, como se fosse uma gaiola, também pode ser com sacos de plástico adequados ao efeito, mas é mais caro menos ecológico e ela rompe-os.
Pronto, agora é só ir à despensa buscar um saco de areia (volta a alombar), despejar lá para dentro, fechar as molas, verificar o filtro e... e claro que ainda estou a tentar por a tampa e já o monstro amarelo anda lá dentro, cava cava cava e caga!
Ora toma e vai buscar a pá ou um saco de plástico velho para tirar o presente e olha, está quentinho e tudo (blarghhhhh!).
Ufa! Momento de pausa, inspira (pensando bem é melhor não, ainda cheira a merda fresca), expira, expira, expira!
Volta a alombar com um saco de lixo com 5 quilos de areia e quilo e meio de dejetos, desce as escadas, atravessa meia praceta, escolhe criteriosamente o caixote de lixo com ar mais limpo, carrega no pedal  d-e-v-a-g-a-r  que quando chove aquilo salpica (nooojo!), estica-te, dá balanço e... porra pá, a fita do cinto da parka prendeu-se ao atilho do saco e lá estou toda esticadinha, em bicos de pés, em pânico, a tentar libertar-me sem me encostar ao contentor (porcariaaaa!).
E isto meus amigos, é ter um gato!
Mas acham que acabou? Nahhh!
Todos os dias temos de tirar a tampa da nave espacial e brincar à caça ao tesouro.
É um jogo muito lúdico e divertido, que consiste em pegar numa pá e cavar tesouros fora de prazo (mas que raio põem eles na ração, que smell...).
Experimentem ser preguiçosos com um gato, experimentem! Ah Ah Ah! Pobres almas!
O gato ficará possuído, derrubará tudo à sua passagem, bufará como se estivesse a ser exorcizado e por fim amuará para que sintamos como somos os piores donos do mundo.
Não sem antes fazer um xixi num tapete ou no cesto da roupa.
Despois do acima exposto, vá lá, sejam sinceros: é assim tão mau apanhar o cócó do cão?



sexta-feira, 12 de abril de 2013

mais olhos que barriga

Quando tinha emprego fixo, uma vez por semana eu e Lady Sof íamos sempre ao mesmo restaurante almoçar arroz de pato.
Quando lá chegavamos ainda hesitávamos, olhavamos para os outros pratos, mas acabavamos por escolher sempre arroz de pato.
Às sextas feiras aqui a pastelaria ao pé de casa tem arroz de pato.
E lá vou eu, rua abaixo, buscar arroz de pato para o meu almocinho.
(de repente parece que estou a ler a história do capuchinho vermelho ao menino escarlate, só que o capuz da parka é verde escuro)
A pastelaria do arroz de pato é conhecida pelos seus bolos, tem confeção própria e diz que são muito bons.
Dá-se o caso de eu não gostar de bolos, exceto pasteis de nata.
Mas concordo, os bolos lá são tão bonitos, são tantos e com tão bom aspeto.
Outro dia trouxe para comer em casa um guardanapo que é metade coberto de chocolate.
Cheguei a casa, abri a caixa, abri o guardanapo e raspei o creme todo para uma tigelinha.
A Nônô adora creme de ovos, eu detesto.
Comi satisfeita o meu guardanapo fofinho, com chocolate e sem recheio e a gata também ficou satisfeita.
Hoje lá fui buscar o arroz de pato e, quando estava a pagar, ouço uma senhora pedir para embrulhar umas tartes de amêndoa.
Olhei para as tartes redondinhas e pensei "eu gosto de tarte de amêndoa!" e pronto, trouxe também uma.
Mas, repito, dá-se o caso de eu não gostar de bolos.
Aquilo parecia bom e eu esperava uma tarde rija e seca, mas não, estava humedecida e por debaixo da crosta de amêndoa laminada e tostadinha (yammi) tinha um creme com um sabor  h o r r í v e l , a mim só me lembra anis mas é capaz de ser gila.
(que querem, nunca comi gila na vida, não sei bem ao que sabe mas sei que não gosto)
De modos que comi a crosta de amêndoa laminada e tostadinha com uma colher, para raspar o máximo possível o creme de sabor  h o r r í v e l  e o resto foi para o lixo e para a gata.
Como diria a avó Céu sou é garganeira, já uma vez há muito tempo tinha saído da pastelaria com um palmier simples para ir comendo pelo caminho e à segunda dentada ocorreu-me que não gosto de bolos e dei uma grande alegria a um cão que costumava parar pela paragem do autocarro.
Pelo menos faço dieta e sou amiga dos animais.
(dah!)


{Mais olhos que barriga - Susana Félix}



em abril, poemas mil # 4

O meu poema de amor preferido.



quinta-feira, 11 de abril de 2013

crónicas da vódrasta

Este fim de semana tive uma senhora enxaqueca e não saí de casa, namoramos na minha casa, logo, não vi o menino escarlate.
Como a mamã trabalha de noite, o menino escarlate costuma ir dormir a casa da avó.
Mas ontem não queria, diz que fez uma birra daquelas, chorava que queria a Scarlet que não queria ir para a avó, queria histórias e a Scarlet é que lhe conta histórias.
Calhou eu telefonar lá para casa naquele momento e lá ficou assente que ía dormir em casa da avó e que no fim de semana lhe leio todas as histórias que ele quiser,
(bem posso afinar a garganta que em circunstâncias normais já são sempre meia dúzia delas)
E ficámos assim, ele mais calmo e eu de ♥ cheio, a babar.
O meu menino teve saudades minhas.
Ohhh!
♥ ♥ ♥



(sim, ainda estou a babar)