quinta-feira, 23 de agosto de 2012

dá-lhe gás

Quando eu vim morar para esta casa estava tudo pronto para ter gás canalizado, mas na altura não havia fornecedor nesta zona e eu nunca mais me preocupei com o assunto.
Acabei por me habituar ao gás de garrafa, até porque o meu consumo é baixo, uma vez que vivo sozinha e não cozinho.
Quando a água do banho dá sinal, troco de garrafa e encomendo outra, coisa que devo fazer trimestralmente.
E adoro os queridos da Repsol, para onde posso ligar a qualquer hora que a minha encomenda fica no voice mail e entregam no dia seguinte.
E nem tenho de estar em casa à espera deles.
Temos combinado que tocam a todas as campainhas até lhes abrirem a porta da rua (e pelos vistos há sempre gente no prédio) e eu deixo-lhes a garrafa vazia à porta de casa, em cima dum suporte com rodinhas e o dinheiro no esconderijo secreto.
Quando eu chego a casa é só empurrar para o sítio a garrafa que eles colocaram em cima do suporte com rodinhas.
Deixam-me o troco na caixa do correio e já uma vez lhes fiquei a dever mais de 1€ (é o que dá encomendar para o gravador, não dá para confirmar preços) e deixaram-me a garrafa de gás à mesma.
(obrigada Repsol!)
Por estas e por outras tornei-me muito mais compreensiva para com estranhos que tocam a todas as campainhas do prédio.
Ora estava eu a acabar de me arranjar para sair quando comecei a ficar seriamente lixada tive de exercer este meu dom da compreensão para com um estúpido estranho que tocava compulsivamente a todas as campainhas.
Nisto apercebi-me que o intercomunicador não está a funcionar e, como me estava a passar dos carretos pessoa afável que sou, desci as escadas com o intuito de desancar o parvalhão que incomoda assim uma pessoa averiguar a que vinha o estranho.
Entretanto já vinha o estúpido estranho e a minha vizinha, de roupão, que devia estar mais f*** curiosa do que eu, escada acima.
A seguir não percebi bem o que sucedeu, mas o homem enfiou-se ali no meu vão de escada, a abrir e fechar contadores e... blá blá blá mas não tem gás e blá blá blá como é que se chama e blá blá blá uma campanha muito convidativa... e nunca mais se calava nem desandava e tive de o enxotar.
Eu voltei aos preparativos para sair e o estúpido estranho deve ter feito a ronda e voltou a colar-se à minha campainha, apre que sarna persistente!
Claro que o ignorei até ele desistir, que isto não se lhes pode dar gás conversa.
Só no dia a seguir é que dei com um papelinho na minha caixa de correio onde o estúpido Jorge tinha escrito o seu número de telemóvel e a seguinte frase fofinha: ligue-me para falarmos de gás ou doutras coisas...


8 comentários :

  1. ahahahahahahahhahahahahahahahahaahahhahahahahahah

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  2. hihihi! muito fixolas nem foi nada "engate fatela" pior é "quando eu for assar sardinhas chamo-te" (brasa) ;)

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  3. Ahahahahahahahahahahah
    Mais um D. Juan de pacotilha!
    Grande abordagem!
    Ahahahahahahahah

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  4. Ahahhah, Homenzinho atrevidote heim ?!

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Obrigada pelo comentário ☺