quinta-feira, 30 de junho de 2011

Well...

Não sei se amue, se fique contente.
Só não percebo porque é que os meus seguidores aumentam exponencialmente durante as férias, quando escrevo menos...

Scars

(via)
A primeira cicatriz deu-se por volta dos 7 anos, cortei o joelho num vidro, o fundo duma garrafa, oculto na relva.
Colocaram-me um lenço no joelho enquanto não chegava a directora do colégio nem a minha mãe.
Não deitava sangue, mas eu espreitava por debaixo do lenço e via um osso e isso fazia-me chorar com medo.
Levaram-me para os bombeiros, que me fizeram uma sutura de 5 pontos com anestesia local.
(depois queixam-se que ninguém dá nada nos peditórios)
A segunda cicatriz chegou aos 12, caí no ginásio, resolvi ir mais cedo e fazer um treino de parelelas sózinha e sem colchão... correu mal, caí em cima do braço.
Levantei-me e não tinha cotovelo, apenas dois bicos dentro da pele, mas não doía e todos acharam engraçado.
Levei uma tarde no hospital, entre exames e espera, sem nunca sentir dor.
Por isso, quando o médico disse que eu tinha de ser operada e a minha mãe e a minha tia desataram num pranto, comecei também a chorar, convencida de que ía morrer.
Valeu-me a chegada do meu pai, que me garantiu ser apenas uma cirurgia, não a morte certa.
Sobrevivi.

La voyeuse

(via)

Gosto de ficar sentada à sombra do chapéu de sol, a observar os vizinhos de areal.
Fico a saber de algumas histórias de vida, a imaginar outras.
Gosto de corpos, mais dos imperfeitos.
Opinião contrária à dele, que divide os corpos femininos em grossas, boas, gandas mocas/mamas e afins.
Intrigam-me as mulheres com ar de dona de casa e tatuagens de golfinhos.
E os homens balofos com os nomes dos filhos escritos nos braços.
Que passou pela cabeça desta gente para que em algum momento da sua vida se achassem cool?!
Para mim uma tatuagem faz parte duma filosofia de vida, filosofia essa em que os golfinhos existem apenas no mar e em que os corpos são saudáveis e em que as tatuagens não são distorcidas por celulite.
Mas o que mais me intriga são as cicatrizes.
Tenho duas, em locais visíveis, raramente me lembro de que existem.
Mas a cicatriz remete sempre para o sofrimento, para a dor.
Que história de vida terá aquela pessoa, que agora brinca com a água à beira mar?
Sim, parece que é verdade que temos tendência para a felicidade, que podemos esquecer a dor...

Popsicole

(via)

sábado, 25 de junho de 2011

A sul

(via)
A vida corre ao ritmo da despreocupação.
As praias estão cheias e há muito trânsito, espero que não dure mais que o fim de semana.
Temos mais fome e menos sono.
Daqui a uns dias vamos embirrar um com o outro, não estamos habituados a estar tanto tempo juntos.
Depois fazemos as pazes e rimos de tudo, tiramos centenas de fotos,  reencontramos pessoas e lugares.
Este ano há mais gordas, homens giros nunca há muitos.
Ouvem-se as conversas mais estranhas, observam-se os comportamentos à nossa volta.
O calor não se nota demasiado porque está vento, a água continua fria.
Decidida a ganhar a guerra contra as manchas do rosto, comprei um ecrã total que me deixa com cara de palhaça, só que em bege clarinho...
Vou para a praia ao melhor estilo perua, toda em tigresse, cara branca, óculos grandes e chapéu de abas largas.
Mas o peixe grelhado e o vinho gelado e este por do sol... são o melhor do mundo.
Estamos de férias.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Keep Cool

Este blog tem estado um desassossego.
Ora tem o céu estrelado, ora tem pássaros, ora são árvores ou anjos.
O pior é que não é só o blog.
Nem vos conto o que vai cá por casa, não sei que me deu.
Ainda bem que não tenho muitos móveis...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Parabéns tia

(via)
A tia Clarisse era a minha tia mais feia.
Toda a família do lado do meu pai era feia.
E tratavam-me por Zita, um petit-non horroroso, que nada tinha que ver com o meu nome.
A tia Clarisse era baixinha, de cabelo escuro curto, olhos pequeninos azuis e um nariz em forma de bico de papagaio.
Morava nos subúrbios, num sítio onde fazia sempre nevoeiro de manhã.
Mas era a minha tia favorita, porque só tinha uma filha e tratava-me como se eu fosse também filha dela.
Comprava-me roupa igual à da minha prima, fazia-me os pratos favoritos da minha prima, apesar de eu não estar habituada a comer certas coisas e de não termos os mesmos gostos.
Nunca gostei de panquecas ao pequeno almoço que não fossem as da tia Clarisse.
Tinha sempre à minha espera um bolo de iogurte, o meu preferido.
E dava-me muitos beijinhos.
Eu adorava chegar por detrás dela e desapertar-lhe o laço do avental.
A tia Clarisse tinha a casa mais arrumada que já vi. 
Os móveis escuros a cheirar a óleo de cedro, um dálmata de louça à entrada, naperons espalhados por todos os cantos e encimados por bibelots.
Daqueles feios, da feira, de louça brilhante com laivos dourados.
A casa da tia Clarisse era feia, kitsh e pequenina comparada com a minha.
Mas foi dos locais da minha infância onde fui mais feliz.
Guardo com carinho, escondido numa caixa na despensa, um golfinho de louça pintado com laivos de azul e dourado, montado sobre uma base em madeira escura e dois brilhantes azuis por olhos, que a tia Clarisse me deu quando comprei casa.

Dietas

(via)
O meu apetite por coisas saudáveis é proporcional à proximidade do fim de semana... estranho.

Scarleting around

(via)
Regresso a casa e, no comboio, sentado atrás de mim, está um homem com uma voz radiofónica, profunda, suave, audível qb, que articula perfeitamente as palavras.
Imagino-o, que aspecto terá, como estará vestido, que idade tem.
Resisto à tentação de olhar quando o seu companheiro de tertúlia o abandona.
Há uma pausa silenciosa.
Percebo que vai falar ao telemóvel.
"tou? olááá! era só para saber como estás quiduxo."
(WTF?!)
Não, não estava a falar com o filho.

Coffee spoons & tea afternoons

(via)
Hoje precisava duns momentos a sós comigo mesma, eventualmente na companhia dum café pingado,para parar e olhar o movimento, o infinito, o cinzento, o céu.

Keep Cool

It's Friday!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Et voilá!

Oooh!

Prelúdio

(via)

OMG...

(via)
Ontem à noite tinha uma nova mensagem do meu mais recente velho amigo do facebook.
E eu, que nem me lembrava dele, recordei imediatamente porque não gostava dele.
"... blá blá blá cabelo aloirado blá blá blá que diferença blá blá blá o que faz a idade..."
O que faz a idade?!
A ele fez certamente pouca coisa a nível de inteligência ou maturidade, já não falando em cavalheirismo.
Já em termos físicos foi uma cabra, só o fez mais feio e careca.
A mim, a idade, só me tem trazido coisas boas.
Nomeadamente o achar divertido aquela cruz que aparece à frente do nome dos meus amigos virtuais e que me permite fazê-los saír da minha vida num passe de magia... pufff!
(ah! a do cabelo aloirado era a minha melhor amiga... dah!)

Dietas

(via)
Hoje não há dietas, o chefe para o almoço.

New babe on the block

(via)
Hoje vou ter uma colega nova.
Vamos ver quanto tempo aguenta, coitada.
É que eu acho que a função dela é tãooo boooring... que quase dá para fazer crochet durante as horas de expediente.

Coffee spoons & tea afternoons

(via)

Keep Cool

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Xaram!

Eis a 'gorda', esta manhã, à espera do comboio.

Let's talk dirty

(via)
Tenho 41 anos, 1,57 m e 77 Kg.
Tenho as mamas grandes e as ancas largas.
Tenho barriguinha e cabelos brancos.
Tenho estrias e celulite.
E sou gira à brava.
Deixemo-nos de rodeios, sou gorda.
Nunca fui uma míuda magra, sempre andei no limiar do excesso de peso.
Mas sempre me senti bonita, sempre me achei gira, sempre gostei de moda e de me arranjar.
Sempre fui sexy e segura de mim.
(excepto no verão de 84, quando passei umas férias com a tia e a prima tábuas rasas e regressei a casa marreca, tais foram os complexos que me causaram aquelas duas invejosas que a esta hora estão a poupar para o silicone)
Este fim de semana a minha tia de 79 anos, que me criou, virou-se para mim e exclamou: "Mas como é que agora te deixaste engordar tanto?!"
Ok, essa doeu um bocadinho no ego.
Mas a verdade é que estou com este peso há cerca de um ano e eu não deixei, as banhas não me pediram licença, chegaram, instalaram-se e foram ficando.
Esse sempre foi o problema das minhas dietas, eu perco kilos que mais tarde ou mais cedo me encontram.
Se preferia estar mais magra?
Sim, preferia ter 60 Kg e saber que qualquer roupa, comprada em qualquer lado, me ficaria bem.
Se estou disposta a fazer alguma coisa para emagrecer?
Nem por isso.
Sinto-me bem, gosto do meu corpo, só me chateia a celulite e alguma flacidez.
A saúde está bem, controlada, e procuro comer de forma correcta.
Neste momento não estou mentalizada para grandes sacrifícios e muito menos para dietas loucas.
Detesto exercício, mas estou disponível para massagens e tratamentos corporais diversos.
Nem sempre tenho disponibilidade de tempo ou financeira.
Entre gastar 500€ em viagens ou em tratamentos... o meu coração balança por novos horizontes.
E é isto, é possível ser gorda e feliz.
Apesar de todas as críticas, de todos os olhares, de todos os pneus que procuramos disfarçar com a roupa.
Os homens, em geral, continuam a demonstrar interesse e o sexo, em particular, continua a ser muito bom.

Dietas

(via)
Ai o Carte D'Ór noz...

Teanage Girl Nightmare

 


Diz que as redes sociais estão pejadas de gente gira.
E eu acredito.
Afinal, eu ando por lá, querem melhor exemplo?
A questão é que eu sou gira, mas não tenho sorte.
Sabem o rapaz mais giro do liceu, aquele por quem até pagávamos para ter um lugar com vista lateral para ele na cantina?
Aquele, a quem dedicávamos olhares melosos, mas que quando abríamos a boca para dizer “bora curtir lá atrás do pavilhão” só saía um sorriso envergonhado?...
Aposto que ele tem facebook.
(e sei que afinal não se chama Pedrinho nem Kiko, que por esses nomes já procurei eu)
Esse rapaz ainda não veio ter comigo.
Mas os chatos, aqueles que levámos anos a empurrar para o esquecimento, esses estão vivos e aparecem.
Ontem foi a vez de me saltar uma dessas criaturas para a caixa de mensagens.
Não me lembrava dele nem o reconheci e a minha vida corria bem.
Mas pronto, tinha de me deixar vencer pela educação e pela curiosidade de saber afinal quem ele era.
Mais valia ter ficado quieta ou ido beber um copo, pá!
Ele era (é) só o gajo mais chato e complicado que conheci na vida, a razão pela qual jamais chamaria Eduardo a um filho meu.
(praize the lord, agora mora longe)
Era o melhor amigo do meu namorado dos meus 17 anos.
E não só era um melga, como azedava tudo à sua volta.
O meu namorado nem tinha reparado na minha mini-saia (fiz bem em pô-lo a andar, parvalhão que nem olhava para as minhas pernas), mas lá vinha sua excelência D. Azedo, blá blá blá blá e eu levava com uma cena de cíumes.
Diz que quer reunir a ‘malta’, fazer um reencontro, se pode contar comigo para dinamizar a coisa.
Podes, claro que podes...
Só mais uma coisinha: se nalguma altura da tua vida deste pelo nome de Pedrinho, tens cabelo louro e olhos azuis e frequentaste o liceu da Amadora...
Os meus números são 86-60-86.
Oops! Quer dizer 918 218 771 ou 965 894 892...

Boudoir

(via)
Scarlet like me.

Keep Cool