terça-feira, 18 de outubro de 2011

Coffee Spoons & Tea Afternoons

Não é verdade que podemos sempre recomeçar.
Porque há pessoas e situações que nos fazem tanto mal, que nos destroem.
E aí não recomeçamos.
Renascemos.
Reconstruímo-nos.
Quem fomos já não está, já não é.
Quem fomos já não somos.
E nunca mais seremos.
Secalhar somos uma cebola.
Vimos em camadas.
Mas a cada pele que nos cai quem chora somos nós.
E cada vez ficamos com menos pele, menos capacidade de renovação, mais expostas, mais sensíveis.
Mais ácidas.
Ou somos como os gatos ou os jogos de computador.
Temos várias vidas.
E o nível seguinte é sempre mais difícil e cruel.
Mas não há recomeço.
E às vezes já nem me lembro de mim, como já fui.

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