terça-feira, 19 de julho de 2011

Keep Cool

É que com os homens não há que enganar, dividem-se entre os que nos tentam engatar e os que não.
Prontos, é limpinho.
Agora com as mulheres a coisa não é tão linear.
Estou habituada ao sem jeito de Lady Sof, que me no natal e no aniversário me dá um beijo, acompanhado dumas palmadinhas nas costas, assim como quem sacode o pó ou me ajuda com a tosse.
Agora vem Mrs. M, colega nova, católica convicta, que conhece o outro que andava no grupo do marido dela, que conhece aquele que conhecia o meu namorado da altura em que também eu era católica, que exclama "ó pá, és mesmo shalom, és tão querida!", mete os braços por debaixo do meu casaco e quase me abraça...
E não é que eu não seja querida, católica é que já não, mas a coisa apanhou-me desprevenida.
Não há assim um manual de 8 ou 80 nas relações femininas?
(Sódona Bobone, Sôtoura Rita Ferro... manual, precisa-se asap!)
Já passei por isto, cresci com uma tia que me educou e me mimou como uma mãe, e com uma mãe que vivia lá por casa também e que achava que beijos fora das épocas festivas não tinham justificação...
Nessa altura era fácil, a tia era o colo e a mãe era o diabo.
Mas agora que nem acredito em Deus, parece-me que o Diabo também não faz sentido e não sei se estou preparada para ser mesmo querida muitas vezes...

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