quarta-feira, 15 de junho de 2011

Teanage Girl Nightmare

 


Diz que as redes sociais estão pejadas de gente gira.
E eu acredito.
Afinal, eu ando por lá, querem melhor exemplo?
A questão é que eu sou gira, mas não tenho sorte.
Sabem o rapaz mais giro do liceu, aquele por quem até pagávamos para ter um lugar com vista lateral para ele na cantina?
Aquele, a quem dedicávamos olhares melosos, mas que quando abríamos a boca para dizer “bora curtir lá atrás do pavilhão” só saía um sorriso envergonhado?...
Aposto que ele tem facebook.
(e sei que afinal não se chama Pedrinho nem Kiko, que por esses nomes já procurei eu)
Esse rapaz ainda não veio ter comigo.
Mas os chatos, aqueles que levámos anos a empurrar para o esquecimento, esses estão vivos e aparecem.
Ontem foi a vez de me saltar uma dessas criaturas para a caixa de mensagens.
Não me lembrava dele nem o reconheci e a minha vida corria bem.
Mas pronto, tinha de me deixar vencer pela educação e pela curiosidade de saber afinal quem ele era.
Mais valia ter ficado quieta ou ido beber um copo, pá!
Ele era (é) só o gajo mais chato e complicado que conheci na vida, a razão pela qual jamais chamaria Eduardo a um filho meu.
(praize the lord, agora mora longe)
Era o melhor amigo do meu namorado dos meus 17 anos.
E não só era um melga, como azedava tudo à sua volta.
O meu namorado nem tinha reparado na minha mini-saia (fiz bem em pô-lo a andar, parvalhão que nem olhava para as minhas pernas), mas lá vinha sua excelência D. Azedo, blá blá blá blá e eu levava com uma cena de cíumes.
Diz que quer reunir a ‘malta’, fazer um reencontro, se pode contar comigo para dinamizar a coisa.
Podes, claro que podes...
Só mais uma coisinha: se nalguma altura da tua vida deste pelo nome de Pedrinho, tens cabelo louro e olhos azuis e frequentaste o liceu da Amadora...
Os meus números são 86-60-86.
Oops! Quer dizer 918 218 771 ou 965 894 892...

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