domingo, 1 de maio de 2011

Growing Pains

(via)
A minha mãe era a pessoa má que vivia lá em casa, que dizia sempre que não a tudo, que não gostava de mim e que não queria que eu lhe tocasse nem desse beijos.
40 anos depois ultrapassei os traumas e tenho alguma compreensão pela minha mãe e até um sentimento que poderá ser uma espécie de carinho.
Tenho sobretudo pena por perceber que ela, afinal, nunca foi feliz.
O dia da mãe tem para mim apenas o significado de mais uma obrigação a cumprir.
Já tive pena de que as coisas sejam assim, mas há coisas que não podemos mudar e há sentimentos que não podemos fingir.
Tenho sobretudo pena que a minha mãe não tenha aproveitado a maternidade.
Eu refugiei-me noutros afectos, cresci noutros colos, não me faltou mimo nem cuidados.
Mas gostava de ter conhecido a minha mãe na mulher que vivia lá em casa.

3 comentários :

  1. Trinta anos nos separam querida Scarlet, mas as nossas histórias são tão semelhantes que me comovem!
    Nem noutros colos tive a tal ternura. Só do meu pai até ser convencido que eu já estava muito crescidinha para beijos e carinhos e colinho( tinha 5/6 anos talvez!)
    Mas fico feliz porque ultrapassou tudo isso. Eu ainda não consegui e ainda sofro muito por isso aos 70 anos, veja bem!...
    Toda a minha compreensão, amizade, solidariedade e um beijo enorme!

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