terça-feira, 19 de abril de 2011

O mistério da chávena de Sintra

(via)
Voltei a beber café.
Que se lixe o otorrino mais as amigdalites crónicas.
Ou ingiro cafeína ou ainda abro os noticiários internacionais como a personagem principal de mais um massacre de massas com arma de fogo.
Fez este mês 2 anos que eu e Lady Sof oferecemos como presente de aniversário ao chefe uma caneca da Starbucks, com um desenho da Torre de Belém.
Isto porque no escritório a moda do chá e das canecas personalizadas pegou e nas nossas reuniões de departamento, que incluem pequeno almoço, o homem gosta de acompanhar com chá e era um caneco excluído.
Ora se alguém algum dia gostou duma prenda ou duma caneca, foi o chefe.
Nunca mais largou a caneca nem deixou que a lavassem durante estes 2 anos.
Nós bem combinámos estratagemas para o convencer a confiar tão precioso bem à senhora da limpeza, prometemos colocá-la e retirá-la nós mesmas da máquina de lavar louça e até, em desespero, lavá-la com as nossas mãos de fada.
Nada resultou, ele diz que chá é água e que água não suja e que água quente mata os possíveis micróbios.
Uma javardice, isso sim, que eu lhe bem vejo as marcas de lábios no interior.
Andei mesmo em demanda pela chávena perdida um dia que ele se ausentou do gabinete, mas sem sucesso.
Só podia estar nas gavetas, que eram a única coisa fechada à chave.
Um destes dias de reunião de departamento/chá dançante em que faltei, Lady Sof contou-me que o chefe tinha partido a chávena.
Mas para meu espanto ontem o homem lá apareceu com caneca, nicada num rebordo.
Tendo em conta que o aniversário dele foi há dias e que ainda falta muito para o Natal... é melhor ir à farmácia comprar uns curativos para lábios.
Aposto que não larga a caneca nem que se corte!

2 comentários :

Obrigada pelo comentário ☺