quinta-feira, 10 de março de 2011

A verdadeira D. Dolores

(via)
A minha vizinha cusca mora estrategicamente no rés-do-chão e à vista desarmada tem cara de quem é assim a melhor avó do mundo.
Curiosamente, não há vez que eu fique em casa por qualquer razão (seja porque estou doente, de férias ou simplesmente porque fui ao médico), que ela não dê conta.
Quando vou de férias também sou sempre apanhada com a bagagem na mão.
Podia só cumprimentar-me alegremente e ir à sua vida, mas ah, é verdade, ela não tem vida, a vida dela são os outros...
De modos que faz questão de sorrir, questionar, comentar e uma vez chegou mesmo a tocar-me (arrrgh!!!).
Ontem fui ao multibanco ao pé de casa.
Quem é que lá estava?
D. Dolores...
Sorriu e afastou-se.
Pelo canto do olho percebi que se tinha ficado por ali.
Dinheirinho na carteira e faço-me à vida, sim, que eu tenho uma vida.
"Ai não vem para cima? Estava aqui à sua espera para irmos juntas e conversar um bocadinho..."
Se isto não é karma é mau olhado!

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