terça-feira, 30 de novembro de 2010

Das compras

(via)
Ele comprou um sofá novo.
E claro que precisa de almofadas a condizer.
Mas não se escolhem almofadas sem escolher cortinados.
E também é imprescindível uma manta quentinha.
E o tapete, o tapete também é muito importante.
E é Natal.
E aniversário, ele faz anos 3 dias depois do Natal.

...

(via)
Nunca senti a necessidade de casar, de juntar.
Gosto de namorar.
Gosto da saudade.
Gosto dos nossos momentos.
E gosto de ficar sózinha no meu canto a pensar em ti, a planear cada encontro como se fosse a primeira vez.

Dos mistérios da vida

(via)
As filas nas casas de banho das senhoras.
Em teatros, cinemas, centros comerciais, estações de serviço e até no emprego.
É um mistério.
A não ser que andem todas a fazer dieta como eu.
3 litros de água por dia?
No problem.
2 canecas de chá verde?
Piece of cake.
E a bexiga, hã?
Alguém pensou na minha rica bexiga??

Dietas #4

Magic

(via)
E estou disposta a abdicar do doce bolo.

The little things...

(via)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

I'm such a cats person

(via)
Mas hoje tive um dia de cão e merecia uns miminhos destes.

Dos pilares

(via)
Na nossa relação sempre te vi como o meu pilar.
Não só o meu porto de abrigo, mas também o mais forte de nós dois.
O mais experiente, o mais sábio.
E só hoje dei comigo a pensar que secalhar tu também me vês assim, como o teu pilar.
Não estou habituada a ver-te assustado e isso deixa-me numa desconfortável ansiedade.
Mas não te preocupes, por esta vez posso ser eu o pilar dos dois.
E vai correr tudo bem. Tem corrido tudo bem.
E se eu digo que vai correr bem é porque sei.

The little things...

(via)

The little things...

(via)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Da condição feminina

(via)
Ontem foi o dia mundial contra a violência contra as mulheres.
Esta semana a minha amiga A. saíu para jantar e festejar o seu 40º aniversário.
Ao chegar a casa, à porta do prédio, o ex-companheiro apontou-lhe uma arma à cabeça.
Valeu-lhe o filho adolescente estar à janela, à espera, já preocupado com o facto de o pai ameaçar constantemente a mãe de morte.
A minha amiga A. está separada desde Abril.
Já perdeu 12 Kg e ganhou olheiras e insónias.
Depois do sucedido, de ver o filho lutar com o pai com uma arma na mão, chamou (finalmente) a polícia e foi registar queixa.
Na esquadra, o polícia nem o nome do atacante registou.
Apenas lhe disse que sem uma morada não podem agir e que se vir o atacante na rua lhes telefone.
A minha amiga é gira e regressava duma festa.
O polícia olhou-a de alto a baixo, num acto descriminatório silencioso.
Foi preciso o amigo duma amiga comum, também polícia, intervir para que registassem a queixa e recolhessem alguns dados, quer da queixosa quer do atacante.
Há muitos anos atrás fui vítima dum stalker, um cobarde anónimo que me fazia telefonemas indecentes para o emprego e para casa, que me seguia (sabia os meus passos, o que trazia vestido, tudo) e que chegou a ameaçar o meu pai por telefone.
Nesse dia também fui a uma esquadra de polícia para apresentar queixa.
Eu tinha 24 anos e uma saia acima do joelho.
Não passei da entrada da esquadra.
O polícia olhou-me de alto a baixo, como se a culpa fosse minha, como se eu 'as estivesse a pedir' por ter pernas e as mostrar.
Não registou a queixa.
Perguntou-me o que queria eu que a polícia fizesse.
Não sei, queria pelo menos que me ouvissem, que me aconselhassem, que me tratassem com respeito.
Fui mais tarde a outra esquadra com o meu chefe de então, porque os nervos eram tantos que me desfiz em lágrimas quando o telefone do escritório tocou e acabei por lhe contar.
A queixa foi registada e falei com uma mulher polícia que me aconselhou.
Que não mostrasse receio ao tarado, que não lhe desligasse o telefone, que o deixasse a dizer as nojices todas que quisesse e fosse beber um chá, que não lhe desse troco porque isso o ía excitar, que evitasse andar  sózinha.
O meu tio passou a ir buscar-me ao emprego.
Ficava no lado de lá do passeio, não trocávamos palavras nem olhares, entrávamos juntos no metro como se não nos conhecêssemos, caminhavámos sempre com alguma distância entre nós.
Nunca vimos nada nem ninguém suspeito e eu nunca reconheci a voz.
Segui os conselhos da polícia e o tarado ficou furioso, ameaçou que se ía vingar.
A história terminou um dia em que o tarado ligou para a minha casa a dizer que eu tinha sido atropelada à porta do emprego e que tinha dado entrada no hospital já sem vida.
(ele disse à minha mãe o meu nome completo, a roupa que eu tinha vestida, o nome e morada correctos da empresa)
E a mensagem é esta: não vale a pena só apresentar estatísticas e falar no assunto.
As mulheres continuam desprotegidas e o principal inimigo delas é a mentalidade deles.
Tenham eles farda ou não.

Brrr...

(via)
Pois diz que este fim de semana vai estar muito frio.
Agasalhai-vos e aconchegai-vos no remanso do lar.
Ou dos centros comerciais, whatever ;)

Dietas #3

(via)

TGIF

(via)
I do, I do, I reeeally do.

The little things...

(via tinywhitedaisies)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Dietas #1

(via)
O mais difícil deste dia inteiro passado em casa?
Não telefonar para aqueles senhores que nos vêm entregar à porta momentos redondos e híper calóricos.
Depois de muitos meses a ameaçar, comecei realmente a fazer dieta há 2 semanas.
Curiosamente em casa tenho menos fome, mas apetece-me mais caír em tentação.

OMG

Não conseguiria trabalhar em casa todos os dias.
Faz-me falta outro ambiente, sentir o pulsar das coisas, o stress, a interacção.
Tenho estado com a televisão ligada todo o dia, sem som.
E mesmo assim sinto-me seriamente perturbada pelos programas dos canais nacionais.
Já vi dois homens abraçados, a dançar e a tocar concertinas estrategicamente colocadas nas costas um do outro.
How bad is that??

Sobre a greve

O dono dum Intermaché atropelou intencionalmente duas dirigentes sindicais e apontou uma arma a um dos seus colaboradores.
Mas que mundo é este em que vivemos?!

Desafio by Miminhos

(cliquem lá no título do post para verem quem é a by Miminhos sff)
(via)
O que te levou a criar um blog?
O gosto pela leitura e pela escrita. Sempre tive necessidade de escrever.
É raro o dia em que não pego numa caneta e escrevo à mão num caderninho, sinta a falta do exercício da escrita. Sempre tive uma relação intíma com as palavras.
E fui descobrindo outros bloggers e acho piada a esta comunidade, aos laços que se criam.
O que te tira do sério?
A estupidez em geral, a burrice, a incompetência.
Ser mal atendida nos cafés, nas lojas, etc.
A atitude generalizada de fazer só o suficiente e não fazer o melhor, de não se procurar a excelência.
A indiferença.
Qual a melhor lembrança?
O meu pai. As brincadeiras com o meu pai, o colo do meu pai, as conversas com o meu pai.
As histórias da avó Céu.
O Alentejo da minha infância e os primos.
As viagens a dois, o dia em que nos conhecemos.
Tem alguma mania ou vício?
O da escrita.
O blog. Adoro pesquisar imagens para o blog, enfeitar o blog.
E chocolate, que como todos os dias.
Qual o maior sonho?
Ter um barco, viver num barco.
Poder viajar o resto da vida e só fazer isso.
Com tempo, viver nos lugares, interiorizar a cultura and move on.
Como se chamaria se fosse um dinossauro?
Tiranossauras sexy.
Gosto de ser temida, de causar impacto, de ter uma fama que me anteceda.
Qual a personagem de desenho animado gostaria de ser?
Acho que nenhuma. Não gosto muito de desenhos animados.
O meu lado infantil é quase inexistente.
Uma peça que não pode faltar no seu closet e outra que jamais usará?
Vestidos. Adoro vestidos. E echarpes.
Jamais usaria umas botas UGG porque sou demasiado calorenta.
Mas nunca digo nunca. Gosto de moda e gosto de arriscar.
Um lugar que ama?
O Alentejo.
Um ídolo?
Fui fã do Bruce Springsteen na adolescência...
Um filme que amou e que recomende?
Não sou mulher dum só filme nem dum só livro nem duma só música.
Cada um dos filmes que me marcou está ligado a um fase, a um acontecimento em particular, a uma pessoa.
Recomendo que se vejam todos os filmes. Só assim se aprende a gostar e a distinguir o bom do mau.
Qual o último livro que leu?
Um livro que licitei no leilão do Take us to Bruges, 'O Tigre Branco', de Aravind Adiga.
Vou começar a ler 'A queda dos Gigantes', de Ken Follett.
Que palavra te define?
Não gosto de definições. Acho-as redutoras. Somos sempre mais do que conhecemos de nós. Só a vida nos revelará. Mas sei que sou teimosa. Mesmo quando tenho de adiar a luta por uma causa, não desisto, insisto, volto à carga. E têm de me provar cientificamente que não tenho razão!
Quantas horas diárias dedicas ao blog?
Cerca de 2 horas. Ao meu e aos blogs que leio.
Só quando decido mudar o look, que acontece com alguma frequência, é que demoro até tudo estar perfeito.
Às vezes escrevo posts no comboio, guardo em rascunho de sms e depois passo para o blog com o PC Suite da Nokia.
Quais são os teus planos para 2011?
O de todos os anos, ser feliz. Viajar mais. Amar melhor. Crescer.
Que pergunta farias ao 1º Ministro?
Explique-me lá se faz favor, muito devagarinho, como se eu tivesse 4 anos, quais são os seus planos para Portugal saír da crise. É que ainda não percebi.
O que te mantém neste mundo?
Tudo! A vida!
O que nos segura à vida somos nós, não são os afectos. Nós amamos, mas no fim de contas somos sempre nós e a vida. Não devemos fazer dos outros responsáveis pela nossa vida.

(dizem as regras que devia passar o desafio, mas eu não gosto de regras, desafio quem quiser a revelar-se)

On a strike day

Não estou em greve, estou a trabalhar a partir de casa.

Remédio santo

(via)
É só para dizer que adoro a senhora conselheira de estética e nutrição da farmácia Riomouro.
Acerta sempre.
Desde a base à gripe.

The little things...

(via decor8blog)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Estado da arte

(via)
É mais ou menos assim que estou a escrever.
A gripe apanhou-me.
Tenho tanto frio.
Dói-me tanto o corpo.

R.I.P.

As minhas black leather leggings acabaram de se finar.
De maneira pouco elegante, com um buraco entre pernas, enfim.
Local onde estavam puídas de tão gastas, de tanto uso.
Conhecemo-nos numa loja da Calzedonia e não foi amor à primeira vista.
Duvidei delas.
Mas elas provaram ser a woman's best friend com t-shirts, túnicas ou vestidos.
Juntas conhecemos 2 países diferentes e passeamos por toda a parte, numa alegre e confortável cumplicidade.
Dizem que são sempre os que mais amamos que partem primeiro.
Ou secalhar não, secalhar só achamos que sim porque nos deixam saudades.

Das perguntas para as quais não tenho resposta

(via)
Detesto quando esta pergunta surge em testes psicotécnicos e entrevistas de emprego.
Já sei que vão concluír que sou evasiva, pouco ambiciosa, sem um plano de vida.
Mas o meu único plano é percorrer o meu caminho e o caminho faz-se caminhando.
Não sei onde me leva.
Mas espero que seja sempre a um lugar melhor.
Não necessariamente na geografia nem na dimensão física, mas na dimensão do ser.
Daqui a algum tempo espero ser mais feliz, melhor, ter ido mais além.
Não é preciso alcançar a plenitude.
Só é preciso olhar para trás com um sorriso e sem mágoas.

Dos 40

(via)
Por dentro continuo a ter 17.
Impulsiva, intuitiva, de gargalhada pronta.
Mas tenho 40.
E com esta idade chegou a serenidade e a maturidade.
E a necessidade de mudança.
De por ordem nas coisas, de simplificar a vida.
Simplificar processos e afectos.
De cuidar.
Porque já perdi gente pelo caminho e sei que nada é perene.
Aos 40 comecei finalmente a poupar dinheiro e a ter realmente cuidado com a alimentação.
Do corpo e da alma.
Nunca é tarde para ser feliz.
Mais feliz.

The little things...

(via tinywhitedaisies)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Das saudades

(via)

Dias assim

(via)
E depois há os dias assim, em que nada está no lugar certo.
Fiz unhas de gel.
Manicure francesa, simples, clean, como eu gosto.
15 minutos depois, já estava arrependida de ter feito unhas de gel.
Não estão perfeitas e eu sou perfeccionista nestas coisas das unhas.
Já as limei, estavam demasiado compridas, mas continuam imperfeitas.
A ideia era facilitar a vida, porque não tenho tido paciência para cuidar das minhas unhas.
Mas as unhas de gel não estão perfeitas, já só penso onde as posso ir tirar amanhã.
Não sei o que me deu.
Se voltei à minha cor de cabelo natural para perder menos tempo e simplificar a minha vida.
Não sei porque fui eu voltar a fazer unhas de gel.
Se até estou a pensar mudar o estilo de roupa que uso para ser mais prática e simplificar a minha vida.
As unhas de gel não estão perfeitas.
Tomara que chegue depressa o fim de semana.
Só quero ficar aconchegada em ti no teu sofá novo, debaixo da manta, a comer chocolate amargo e a massajar-te os pés.
As nossas noites a dois são perfeitas.
E eu hoje só aguento a perfeição.

Taking them to Bruges

E já viram o que por vai?
Olh'ó leilão!
É licitar e arrematar!

Taking them to Bruges

Ora perguntam vocês como podem continuar a ajudar a Maria e o Gato e digo eu, é simples: divulgando.
O que vêm nesta imagem são etiquetas autocolantes, cola, tesoura e pauzinhos para fazer espetadas :)
Fotocopiei a entrevista da Maria ao jornal Sol, dobrei em 3 e selei com um autocolante com a imagem natalícia e o endereço do blog.
Para quê? Para enfiar em todas as caixas de correio que puder e voltar a deixar nos cafés, cabeleireiro, padaria, lavandaria, etc.
Os pauzinhos são para fazer bandeirinhas, idênticas às do verão, mas com o header de Natal e o novo link do blog.
Para quê? Para levar para os almoços, lanches, jantares e festas de Natal que todos vamos começar a ter.
O pessoal vai achar graça, vai ter curiosidade de ir ver o que é e, entretanto, tiramos fotografias com as bandeirinhas e mandamos para a Maria.
Quem quiser alinhar, é só pedir-me por e-mail os layouts, vá lá, até mesmo alguns prints que eu mando.
(espero que o Pai Natal leia o meu blog... sou tão boazinha...)

Dias assim

(via)
E depois há os dias, estes dias, em que a vida parece um problema sem solução, uma eterna rotina, arrastando-se pelo tempo, sem fim à vista, sem esperança, uma sentença perpétua.
A noite, em que parece que adormecemos minutos antes do despertador tocar.
O dia, chato, igual, inútil.
As mesmas caras, as mesmas questões, a mesma sensação de vazio.
E a luz, esta luz que fere e agride e nos distrai do tempo que corre.
Passaram dois dias sem estar de volta ao mesmo lugar, mas nem dei por eles.
Tudo é esforço, tudo tem a mesma cor, o mesmo cheiro, a mesma voz.
As pessoas são todas iguais e os dias também.
Sem fim, sem esperança, sem sentido real.
Tudo mecanicamente sofrido.
Até aos próximos dias de liberdade condicional.

A princesa e a ervilha

(via)
No meu conto de princesas não havia ervilhas, mas havia insónia.

The little things...

(via ashappyaskings)